Você é o osso, o sal e o eco. A fenda no meio da sala por onde o mundo vaza e se esquece. Eu não quero a sua calma, quero o seu caos desenhado a lápis, quero a geometria impossível do seu rosto na minha retina. Se eu pudesse, arrancaria o significado das coisas só para que sobrasse o que você é: um susto mudo, um corte limpo, a única imagem que sobrevive quando eu fecho os olhos.
>Olhar pra dentro