Saí da cabana sem olhar para trás. O ar da floresta parecia mais pesado ali fora, como se tivesse sido comprimido entre as árvores. Segui pela trilha quase apagada, marcada apenas por galhos quebrados e pelo instinto de continuar andando.

O caminho se estendeu mais do que deveria. As árvores começaram a se afastar umas das outras, abrindo espaço para algo que não parecia pertencer àquele lugar. Foi então que vi o monumento.

No centro de uma clareira ampla, erguiam-se pedras empilhadas umas sobre as outras, grandes demais para terem sido colocadas ali por acaso. Não formavam uma torre perfeita, mas um amontoado deliberado, como se alguém tivesse tentado alcançar o céu sem saber exatamente por quê.

As superfícies estavam cobertas de musgo, marcas antigas e símbolos quase apagados pelo tempo. O silêncio ao redor era absoluto, denso, reverente. A floresta parecia manter distância.

Diante do monumento, a trilha se dividia em três.

Um caminho seguia pela esquerda, estreito e torto, desaparecendo rapidamente entre as árvores.

Outro avançava pelo centro, direto demais, como se não tentasse se esconder.

O terceiro se afastava pela direita, afundando em sombras mais fechadas, onde a luz quase não alcançava.

Direita

Centro

Esquerda

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